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Jovem italiano de 17 anos é a primeira vítima identificada em tragédia nos Alpes suíços; número de mortos sobe para 47

Primeira vítima identificada — Foto: Reprodução
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Federação Italiana de Golfe confirma a morte de Emanuele Galeppini, jovem atleta italiano

Um turista italiano de 17 anos foi a primeira vítima identificada no incêndio que atingiu o bar de uma estação de esqui durante uma festa de réveillon em Crans-Montana, nos Alpes suíços. A morte do jovem Emanuele Galeppini foi anunciada ainda na quinta-feira pela Federação Italiana de Golfe, à qual ele era filiado como atleta, enquanto autoridades suíças realizam a remoção dos corpos e iniciam um processo de identificação oficial, bem como avançam com a apuração sobre as causas do incêndio — com uma hipótese envolvendo o uso de sinalizadores surgindo como principal linha de investigação. O número de mortos subiu para 47, segundo autoridades europeias.

“Neste momento de grande consternação, os nossos pensamentos estão com a sua família e todos os que gostavam dele [Galeppini]”, escreveu a federação italiana, lamentando a perda do jovem e manifestando solidariedade à família e aos amigos do jovem, descrito como um “atleta apaixonado e com valores autênticos”.

A agência de notícias francesa AFP noticiou que os corpos das vítimas do incêndio começaram a ser transportados para um centro funerário na cidade de Sion, por volta das 11h (07h em Brasília). Mais cedo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Antonio Tajani, afirmou que um novo balanço indicou que há 47 mortos — valor que ainda pode aumentar, considerando que há relatos de feridos com gravidade, entre os cerca de 115 socorridos.

Em declarações citadas pela agência ANSA, Tajani indicou que o governo italiano acompanha de perto as operações no local, já que muitas das pessoas que estavam no bar La Constellation, atingido pelo incêndio, eram de nacionalidade italiana.

Equipes de emergência seguem atuando na área da estação de esqui, e governos de diferentes países mantêm cooperação direta para prestar apoio às famílias. Feridos foram levados para vários hospitais em Lausanne, Genebra e Zurique, ou transferidos para França e Itália. Uma célula de crise foi instalada no centro de convenções de Crans-Montana para receber e orientar as famílias.

Embora as identidades ainda não tenham sido confirmadas de forma oficial por Zurique, países da Europa começam a confirmar o perfil das vítimas — muitos deles, turistas. O Ministério das Relações Exteriores da França falam em nove de seus nacionais entre os feridos, e oito sem localização sabida. A Itália fala em 15 feridos e um número similar de desaparecidos.

Enquanto o processo de identificação avança — trabalho que tende a se prolongar, uma vez que as vítimas estão com os corpos em condições que dificultam o reconhecimento imediato —, uma linha de investigação principal começa a se definir.

Imagens filmadas no interior do bar — uma estrutura de dois andares, incluindo um andar subterrâneo — indicam que sinalizadores colocados em garrafas de champanhe podem ter dado início à tragédia, no momento em que as chamas atingiram o teto, criando as chamas que se alastraram. Segundo várias pessoas, o uso de pirotecnia era algo habitual no estabelecimento.

As paredes dos edifícios adjacentes ao bar não apresentavam marcas nesta sexta-feira, e mesmo a placa do bar parecia intacta, assim como a estrutura de madeira da varanda — o que leva a crer que o incêndio se concentrou sobretudo no subsolo. Testemunhas descreveram cenas de horror, com pessoas tentando quebrar as janelas para escapar, enquanto outras, cobertas de queimaduras, corriam para a rua.

Fonte O Globo

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