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Desempenho abaixo das expectativas de “Branca de Neve” gera debate sobre live-actions da Disney

foto: divulgação
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O remake de “Branca de Neve” decepciona nas bilheteiras, reacendendo debates sobre representatividade, escolhas criativas e o futuro dos live-actions.

O remake live-action de “Branca de Neve”, um dos filmes mais icônicos da Disney, teve um desempenho abaixo do esperado em sua estreia. Com um orçamento de US$ 250 milhões, a produção arrecadou apenas US$ 43 milhões no mercado doméstico e US$ 44,3 milhões no exterior, totalizando US$ 87,3 milhões no primeiro fim de semana. O valor ficou abaixo da expectativa inicial de US$ 100 milhões e bem distante de outros sucessos do estúdio, como “A Bela e a Fera” (2017), que arrecadou US$ 174,6 milhões em seu lançamento.

Resumo dos principais pontos:

  • Arrecadação: US$ 87,3 milhões no primeiro fim de semana, abaixo da meta de US$ 100 milhões.
  • Recepção do público: Nota B+ no CinemaScore, inferior à maioria dos live-actions da Disney.
  • Controvérsias: Debates sobre representatividade e polêmicas envolvendo as protagonistas.
  • Escolhas criativas: Mudanças no enredo e ausência dos Sete Anões geraram críticas.
  • Concorrência: Sem grandes estreias até a chegada de “A Minecraft Movie” em abril.

Críticas e reações do público

Além do fraco desempenho comercial, a recepção do público foi mista. O filme recebeu um CinemaScore B+, um resultado abaixo da média para os live-actions da Disney, que geralmente obtêm notas A. Enquanto os espectadores com menos de 18 anos deram uma nota A-, o público em geral mostrou-se menos entusiasmado com a nova versão da história clássica.

Entre as principais críticas está a escalação de Rachel Zegler para o papel de Branca de Neve. A escolha gerou debates sobre fidelidade ao material original, especialmente entre os fãs mais tradicionais. Além disso, a substituição dos Sete Anões por um grupo diversificado de personagens foi alvo de polêmica, dividindo opiniões.

Polêmicas nos bastidores

Antes mesmo da estreia, “Branca de Neve” já era alvo de controvérsias. Rachel Zegler, que tem ascendência colombiana, enfrentou ataques na internet devido à sua escalação. Já Gal Gadot, que interpreta a Rainha Má, foi criticada por declarações sobre o conflito entre Israel e Palestina, o que gerou tensões nos bastidores.

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Outro fator que chamou atenção foi a estratégia de divulgação da Disney. Diferente de outras grandes produções, “Branca de Neve” não teve entrevistas no tapete vermelho da pré-estreia, algo incomum para um filme desse porte. A decisão pode ter sido uma tentativa do estúdio de evitar que as polêmicas interferissem na recepção do longa.

O futuro dos live-actions da Disney

Com o desempenho abaixo das expectativas, a Disney pode reconsiderar sua abordagem para os próximos remakes em live-action. O estúdio já enfrentou desafios com a recepção morna de algumas de suas produções recentes, e “Branca de Neve” reforça a necessidade de um planejamento mais cuidadoso.

Ainda não está claro se o filme conseguirá manter um bom desempenho nas semanas seguintes ou se será mais um caso de remake que não conseguiu replicar o sucesso da animação original. O resultado das próximas bilheteiras pode ser decisivo para definir o futuro da estratégia da Disney em relação a adaptações live-action de seus clássicos.

Fonte: Nos Bastidores

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