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Operação contra quadrilha de sequestro prende guarda municipal de Indaiatuba

Foto: Polícia Civil/Divulgação
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Um agente da Guarda Civil Municipal de Indaiatuba foi preso na manhã desta terça-feira (7) durante uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga uma quadrilha especializada em crimes de extorsão mediante sequestro.

A ação é resultado de uma investigação conduzida pelo 34º Distrito Policial do Morumbi, na capital paulista, iniciada após o sequestro de um corretor de criptomoedas ocorrido em fevereiro do ano passado.

De acordo com as autoridades, o grupo criminoso teria tentado movimentar cerca de R$ 70,8 milhões, valor que acabou sendo bloqueado por instituições financeiras. A suspeita é de que o montante esteja ligado a um furto milionário que ultrapassa R$ 146 milhões contra uma instituição bancária. Com o bloqueio do dinheiro, os criminosos teriam planejado o sequestro como forma de obter acesso às contas.

Até o momento, quatro dos cinco investigados já foram presos, incluindo o agente de Indaiatuba. Duas dessas prisões ocorreram no estado do Rio Grande do Norte. Além disso, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que tomou conhecimento da operação nesta terça-feira e destacou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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Como o crime aconteceu

Segundo a Polícia Civil, a vítima foi abordada no Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, e levada até um sítio no município de Santa Isabel. No local, o corretor foi mantido sob ameaça, sofreu agressões e foi obrigado a fornecer senhas bancárias e acesso a seus dispositivos eletrônicos.

Para tentar justificar as movimentações financeiras, os criminosos teriam simulado a venda de um site de apostas. Há ainda indícios de que o grupo utilizava veículos de luxo e monitorava a rotina da vítima previamente.

Mensagens encontradas em celulares apreendidos indicam que o crime foi premeditado e que havia ordens explícitas para agredir o corretor. As investigações também apontam possíveis conexões com organização criminosa.

O líder da quadrilha já havia sido alvo de investigações anteriores por fraudes eletrônicas conduzidas pela Polícia Federal e pelo CyberGaeco.

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A Justiça autorizou a prisão temporária dos suspeitos por 30 dias. A medida, segundo a polícia, é considerada essencial para garantir a segurança da vítima e o avanço das investigações, que seguem em andamento para identificar todos os envolvidos.

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