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Na ONU, Brasil vai reforçar repúdio aos ataques dos EUA à Venezuela
A fala ocorreu em declaração à imprensa logo após uma reunião do governo federal para avaliar os ataques dos Estados Unidos à Venezuela
O Brasil vai reforçar, em reunião do Conselho de Segurança da ONU, prevista para a próxima segunda-feira (5), o repúdio aos ataques dos Estados Unidos à Venezuela e à captura do ditador Nicolás Maduro.
A informação foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, neste sábado (3).
“O que está na declaração do presidente continua sendo a posição do Brasil, que será apresentado também na reunião do Conselho de Segurança”, afirmou.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou neste sábado (03), o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Pelas redes sociais, Lula disse que o país norte-americano cometeu “afronta gravíssima” e ultrapassou uma “linha inaceitável”.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu.
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas, em uma operação realizada na madrugada deste sábado, anunciou o presidente americano Donald Trump.
Ele informou que o país será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas, se necessário.
Não está claro como Trump pretende supervisionar a Venezuela. Apesar da operação noturna que deixou parte de Caracas sem energia elétrica e capturou Maduro em um de seus esconderijos, as forças americanas não têm controle sobre o país em si, e o governo de Maduro parece ainda estar no poder.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do território venezuelano e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde o ex-presidente será processado pelo Distrito Sul.
As acusações contra ele incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas destrutivas.
Fonte CNN Brasil




