Internacional
Adolescente descobre câncer após sintomas serem confundidos com dores comuns
Ressonância magnética confirmou sarcoma de Ewing na coluna de Jack Douglas, de 15 anos
Um adolescente de 15 anos, aparentemente saudável, foi diagnosticado com um tipo raro e agressivo de câncer que, inicialmente, teve os seus sintomas confundidos com uma simples dor de crescimento ou lesão esportiva.
Jack Douglas, de Cheshire, um condado no noroeste da Inglaterra, começou a sentir dores na perna em setembro do ano passado. À época, ele e a mãe, Jemma, acreditaram que o desconforto poderia ter sido causado por uma partida de futebol no jardim da casa de um amigo.
“Não demos muita importância e o sintoma desapareceu no dia seguinte. Voltou na mesma semana, então pensamos que ele tinha se machucado“, relatou ela à imprensa britânica.
Jemma procurou atendimento médico para o filho diante da persistência das dores. Segundo ela, um raio-x realizado na época não apontou qualquer anormalidade.
Em janeiro, porém, o quadro de Jack piorou e ele passou a mancar. Mesmo assim, o clínico geral manteve a avaliação de que “não era nada grave”, atribuindo os sintomas a uma possível lesão muscular, ciática ou dores de crescimento. Diante disso, foi emitida uma guia para encaminhá-lo à fisioterapia.
Na segunda consulta, o profissional identificou que “algo estava errado” e orientou que Jack fosse levado imediatamente ao médico. O adolescente passou por uma ultrassonografia da bexiga, além de outros exames, no Hospital Leighton, em Crewe.
Na sequência, uma ressonância magnética confirmou o diagnóstico de sarcoma de Ewing na coluna. A doença costuma atingiros ossos da pelve (quadril), tórax (costelas ou omoplatas) e coxas, particularmente ossos longos como o fêmur e úmero (osso do braço).
O tratamento foi iniciado imediatamente. Jack enfrentou efeitos colaterais intensos da quimioterapia, como queda total de cabelo, perda acentuada de peso e dificuldades para caminhar. Uma tomografia computadorizada indicou que o câncer ainda não havia se espalhado.
O britânico foi transferido para o Hospital Infantil Alder Hey, em Liverpool, onde iniciou uma quimioterapia de emergência. Ele apresentou melhora clínica ao longo do tratamento: o tumor diminuiu e parte da mobilidade foi recuperada.
Jemma relembrou a dificuldade em identificar a gravidade da situação. “Se ele não fosse meu filho, eu honestamente pensaria que estava inventando a dor, porque ele dizia que estava doendo, depois que estava tudo bem, e a dor aparecia em uma perna, depois na outra, depois nas costas”, afirmou.
Em entrevista à imprensa britânica, ela destacou que Jack “sempre foi muito ativo”, praticando futebol várias vezes por semana, frequentando a academia e convivendo com amigos. “Ele é um rapaz muito feliz, com uma personalidade maravilhosa — todos o adoram e ele tem um coração enorme”, disse.
Ela e o marido, Thomas, de 41 anos, dizem ter atuado em conjunto para cuidar de Jack, além dos outros quatro filhos: Ellie, de 21 anos, Jamie, de 18, Daisy, de 11, e Harry, de três.
O adolescente ainda deve passar por seis sessões de quimioterapia, seguidas de novos exames, incluindo avaliação da medula óssea, tomografias e ressonâncias magnéticas. Para ajudar com os custos do tratamento e deslocamentos, as irmãs de Jemma, Kayley e Jade, organizaram uma campanha de arrecadação de fundos em apoio à família.
Fonte R7


