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Por que ganhar músculos virou a nova tendência da longevidade feminina


foto: reprodução internet
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Estudo com mais de 5 mil mulheres mostra que força muscular pode reduzir em até um terço o risco de morte precoce

O universo do bem-estar tem uma nova obsessão: o musclespan. Depois do lifespan (expectativa de vida) e do healthspan (expectativa de vida saudável), a palavra de ordem da vez tem a ver com a expectativa de vida funcional ou muscular. Em tempos em que longevidade é o novo ouro, o músculo virou objeto de desejo — você já deve ter sido impactada por fotos de bíceps torneados e pernas e abdômen firmes nas redes.

Um novo estudo, publicado em fevereiro no JAMA Network Open, explica por que essa nova corrida à estética da força vem ganhando os holofotes, sobretudo entre as mulheres: os músculos podem ser determinantes para se viver mais. A pesquisa acompanhou mais de 5 mil mulheres entre 63 e 99 anos, participantes da Iniciativa de Saúde da Mulher, um dos maiores estudos já realizados sobre envelhecimento feminino. Ao longo de cerca de oito anos, os pesquisadores cruzaram dados de saúde, nível de atividade física, condicionamento aeróbico e, aqui está o ponto central, força muscular.

Mesmo quando fatores como idade, hábitos de exercício, saúde geral e tempo sentado eram considerados, a força se mostrou um elemento poderoso: mulheres mais fortes apresentaram um risco significativamente menor de morte precoce — cerca de um terço a menos.

Talvez uma das partes mais interessantes do estudo esteja na definição do que é “ser forte”. E ele demonstrou que não se trata de uma força extrema, nem de padrões inalcançáveis. As mulheres mais fortes da pesquisa apresentavam uma potência de preensão manual média em torno de 24 quilos — um valor considerado moderado. E conseguiam realizar o teste de sentar e levantar da cadeira cinco vezes, em cerca de 11 segundos.

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Isso ajuda a tirar aquela ideia de força absurda, de músculo construídos à base de levantamento de peso digno de halterofilista. A pesquisa fala de uma força que sustenta o corpo, protege a autonomia, preserva a capacidade de se mover com segurança e independência.

Essa não é a primeira vez que a ciência aponta para a importância dos músculos. Estudos anteriores já haviam relacionado a fraqueza muscular a um maior risco de mortalidade, além de impactos na cognição, mobilidade e independência ao longo dos anos. Mas, agora, os pesquisadores conseguiram separar o efeito de ser forte do efeito de ser ativo. O resultado desse refinamento na metodologia mostrou que mesmo entre mulheres com níveis semelhantes de atividade física — muitas delas com rotinas baseadas em caminhadas — as que apresentavam maior força muscular viveram mais.

Como resumiu Michael J. Lamonte, autor principal do estudo e professor de epidemiologia e envelhecimento saudável na Universidade de Buffalo, em Nova York, se duas mulheres têm hábitos parecidos, a mais forte tende a ter uma vantagem decisiva no tempo. É por isso que os músculos deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ocupar um lugar central na conversa sobre envelhecimento saudável.

Fonte Vogue

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