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Ciclone-bomba: ventos podem chegar a 110 km/h no Sudeste e causar estragos severos

Ciclone se formou no sul do país e avança nesta sexta-feira (7) trazendo fortes rajadas de vento Reprodução/Inmet
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Rio de Janeiro emitiu alerta em estágio 2 e as aulas foram suspensas; veja previsão do tempo para as outras regiões do país

ciclone -bomba que se forma nesta sexta-feira (7) coloca parte do Brasil em alerta para ressaca, ventania e tempestades.

A maior preocupação é com as fortes rajadas de vento, que podem atingir até 110 km/h em áreas do litoral paulista e da faixa leste do Paraná. Há também risco de queda de árvores, danos estruturais e interrupção no fornecimento de energia.

Em trechos do litoral do Nordeste, parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior da região Sul as rajadas podem chegar a 70 km/h. Já em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e todo o litoral da Região Sul, os ventos podem alcançar até 90 km/h.

A Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro emitiu um comunicado às 5h05 por causa das ventanias moderadas e fortes registradas durante a madrugada. O órgão detalhou que a capital fluminense se encontra em Estágio 2 de alerta severo, e que os ventos chegaram a 54,6 km/h. Por isso, as aulas da rede pública foram suspensas.

Previsão do tempo no país

A chuva continua no Sul, com maior volume previsto para o interior do Paraná. No Sudeste, há previsão de chuva forte em pontos de São Paulo ao longo do dia e precipitações no Rio de Janeiro no fim da tarde. No Centro-Oeste, chove apenas em Mato Grosso do Sul, enquanto o Norte segue com tempestades entre Amazonas e Roraima.

As temperaturas máximas previstas são de 34°C em Palmas, 30°C em Recife e Campo Grande, 27°C em São Paulo e 16°C em Porto Alegre.

O que é o ciclone-bomba

meteorologista Márcio Bueno explica que o fenômeno se diferencia de uma frente fria ou de tempestades comuns devido à rapidez com que um sistema de baixa pressão ganha intensidade.

“Um ciclone-bomba, por sua definição na academia, é um ciclone muito mais intenso, porque ele fica muito mais intenso em um curto período de tempo do que um ciclone normal”, afirma. Segundo ele, as frentes frias normalmente estão associadas à presença de um ciclone, enquanto tempestades típicas de verão surgem por fatores ligados ao calor e à umidade.

Fonte R7

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