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Com Sara Sarres e Claudio Lins, ‘Diana’ conquista público brasileiro ao expor intimidade da família real
Musical da Broadway sobre a vida de Lady Di está em cartaz no Teatro Libertade, em São Paulo
Qual o preço de viver um “conto de fadas” na vida real? Esse é um dos questionamentos que permeiam o musical Diana — A Princesa do Povo, inspirado na história da princesa que conquistou o mundo com a sua empatia. A versão brasileira do espetáculo da Broadway, que está em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, mostra como uma jovem ingênua e sonhadora se tornou um ícone mundial mesmo sendo subestimada pela família real britânica.
A produção marca o retorno de Sara Sarres, uma das maiores divas do teatro musical brasileiro, aos palcos. A atriz passou cerca de cinco anos longe dos holofotes morando no exterior e se dedicando à maternidade. O retorno aconteceu após ela ser “intimada” pelo diretor e produtor do espetáculo Tadeu Aguiar, que em nenhum momento cogitou outra atriz para viver Diana no Brasil.
“Já estava com muita saudade do palco. Estava vivendo um momento maravilhoso da maternidade e, na verdade, queria que esse convite para voltar aos palcos viesse um pouquinho depois, porque queria ficar os três primeiros anos inteiros com o Gael, mas quando o Tadeu me falou de Diana eu não tive como recusar, é uma mulher muito emblemática e com um legado que mexe comigo. Não podia perder essa oportunidade de viver essa mulher e contar um pouco a história dela”, contou Sara à Quem.
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Durante sua pesquisa para encarar a personagem, a veterana dos musicais ficou encantada com a potência de Diana, que soube usar sua visibilidade para lutar pelas minorias. “Descobri uma mulher extremamente inteligente e muito sagaz. Quando ela descobriu que tinha voz e podia viver independentemente da corte e dos sonhos de princesa que ela tinha, ela não só se fez ouvir como foi amada pelo mundo inteiro. Uma mulher brilhante, com um senso de humor muito particular e uma empatia que exalava, tanto que ela iluminava qualquer ambiente quando chegava.”
O espetáculo traz um recorte amplo da história da Princesa do Povo. A trama começa com Diana aos 19 anos — quando era uma jovem que sonhava em viver um romance como os dos livros de Barbara Cartland — e termina com ela como um grande mito mundial — que acaba morrendo em um acidente ao ser perseguida por paparazzi. Ao longo do espetáculo, Sara deixa nítido esse amadurecimento da personagem em uma atuação digna da realeza. “Eu me doei bastante nessa construção, tanto no meu corpo quanto na minha voz. Trouxe muitas referências, mas fugi da imitação”, explicou a atriz.
Baseada na visão de Diana, a trama faz o público criar uma antipatia imediata por outros dois nomes conhecidos: Camila, vivida por Giselle de Prattes, e Charles, interpretado por Claudio Lins. “Ele foi um dos vilões da vida dela, com certeza. Do ponto de vista da Diana, ele tomou algumas atitudes que não foram muito corretas. Quando a gente analisa todas essas questões de uma maneira mais profunda e com mais humanidade, a gente entende que ele também se viu em situações muito difíceis de resolver, como seguir o protocolo e arrumar uma esposa que fosse virgem e da realeza”, pontuou o ator.
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Falta de privacidade
Além do triângulo amoroso, o musical também explora outros temas densos da vida de Diana como grande assédio da imprensa. Claudio, que é filho da atriz Lucinha Lins e do cantor Ivan Lins, sabe bem o que é isso, pois cresceu sob os holofotes e, desde criança, aprendeu a manter sua vida pessoal na discrição.
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“A minha família é como a monarquia nesse sentido (risos), porque desde de muito garoto, já tendo que lidar com a notoriedade dos meus pais, eu aprendi a me proteger da imprensa, a proteger minha vida pessoal e da minha família, e isso já era uma tônica que eu via desde desde criança. Até porque, os meus pais passaram por uma separação que foi explorada muito publicamente. Aquele foi um momento muito crucial da minha família nesse sentido”, afirmou o artista.
Discreto, Claudio inclusive não se vê como um influenciador digital. “Alguns colegas [do meio artístico] se expõem mais, não tô criticando de maneira nenhuma, cada um leva a vida do jeito que quer, mas eu acho estranho. Tenho muita dificuldade em lidar com as redes sociais, porque elas pedem muita exposição. É impressionante, porque a gente posta um negócio profissional e rende mediano, mas se posta um negócio pessoal, a visualização é imensa.”
Um novo olhar
Diana foi um fracasso na Broadway. O musical ficou apenas um mês em cartaz em Nova York e enfrentou duras críticas da imprensa especializada. A produção, no entanto, ganhou um novo olhar no Brasil e o resultado foi uma grande aceitação do público, que tem lotado o teatro e vibrado com o espetáculo sobre a vida de Lady Di. Isso só prova que o teatro musical brasileiro está cercado de ótimos profissionais e encontrando seu próprio caminho.
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Fonte Revista Quem

