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Indaiatuba

Ranking ABES 2026 aponta avanço de Indaiatuba rumo à universalização do saneamento

Comunicação/Saae
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Apenas 3,67% dos municípios avaliados alcançaram a categoria

Indaiatuba está entre os 94 municípios brasileiros classificados na categoria máxima do Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, estudo elaborado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). O levantamento avaliou 2.558 cidades brasileiras, que representam cerca de 80% da população do país, com base nos dados oficiais de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

A cidade integra o seleto grupo de municípios classificados como “Rumo à Universalização”, categoria destinada às localidades que alcançaram as melhores pontuações nos indicadores de saneamento básico. Apenas 3,67% dos municípios avaliados atingiram esse nível de excelência, evidenciando os desafios ainda existentes para a universalização dos serviços no Brasil.

O ranking analisa cinco dimensões essenciais do saneamento: atendimento com rede de abastecimento de água, atendimento com rede coletora de esgoto, percentual de esgoto tratado em relação à água consumida, cobertura da coleta de resíduos sólidos domiciliares e destinação ambientalmente adequada dos resíduos urbanos.

Na Região Metropolitana de Campinas, apenas dez municípios alcançaram a categoria máxima do estudo: Indaiatuba, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Cordeirópolis, Hortolândia, Itapira, Leme, Piracicaba, Rio das Pedras e Santa Bárbara d’Oeste.

O resultado reforça o compromisso de Indaiatuba com a qualidade dos serviços de saneamento e os investimentos contínuos realizados ao longo dos anos para garantir o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto, contribuindo diretamente para a qualidade de vida da população e para a preservação ambiental.

De acordo com a ABES, a universalização do saneamento ainda é uma realidade distante para grande parte dos municípios brasileiros. A sete anos do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento, apenas 94 cidades alcançaram a categoria mais elevada do ranking.

Outro aspecto destacado pelo estudo é a relação direta entre saneamento e saúde pública. Os municípios mais bem avaliados apresentam índices significativamente menores de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), como diarreias, hepatite A, cólera e febre tifoide. Entre as cidades classificadas como “Rumo à Universalização”, a taxa média é de 84 internações por 100 mil habitantes, enquanto nos municípios da categoria mais crítica esse índice chega a 198,85 internações por 100 mil habitantes.

Segundo o presidente da ABES, Marcel Sanches, o levantamento demonstra que os investimentos em saneamento refletem diretamente na saúde da população. “Quando o saneamento avança, a doença recua. Investir em saneamento é reduzir internações, proteger crianças, aliviar o sistema de saúde e gerar retorno social para o país”, destacou.

O estudo também evidencia a importância do planejamento para o avanço dos serviços. Entre os municípios classificados na categoria máxima, mais de 92% possuem Plano Municipal de Saneamento Básico, instrumento considerado fundamental para orientar investimentos, estabelecer metas e garantir a melhoria contínua dos sistemas de saneamento.

A presença de Indaiatuba entre os municípios mais bem avaliados do país reafirma a eficiência da gestão do saneamento no município e o compromisso permanente com a universalização dos serviços essenciais para a população.

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