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Bem Estar

Conviver com pessoas difíceis causa envelhecimento precoce, diz estudo

foto: reprodução internet
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Estresse crônico causado por familiares e colegas de trabalho mantém cortisol elevado e acelera o relógio biológico

Um estudo recente publicado pelo jornal da Academia Nacional de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences), nos EUA, acendeu um alerta sobre o impacto direto dos nossos relacionamentos na nossa longevidade. Ao analisarem dados de mais de 2,3 mil adultos no estado de Indiana (EUA), pesquisadores cruzaram análises detalhadas das redes sociais dos participantes com amostras de saliva, permitindo medir o envelhecimento biológico por meio de marcadores de DNA.

Os resultados são precisos: cada “pessoa difícil” ou fonte de desconforto a mais na vida de um indivíduo foi associada a um ritmo de envelhecimento biológico aproximadamente 1,5% mais rápido.

Para Byungkyu Lee, professor assistente de sociologia da Universidade de Nova York e principal autor do estudo: “Esses relacionamentos menos positivos podem funcionar como fatores de estresse crônico, então ter essas pessoas por perto torna sua vida realmente desafiadora”.

Além do impacto celular, a pesquisa correlacionou relacionamentos desgastantes a uma série de outros problemas de saúde, incluindo: níveis elevados de ansiedade e depressão; pior autopercepção da saúde geral e índices de massa corporal (IMC) mais altos.

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A explicação biológica reside em um processo conhecido: o estresse crônico. A tensão repetitiva mantém os sistemas de alerta do corpo constantemente ativados, elevando os níveis de cortisol e desencadeando processos inflamatórios. Com o passar do tempo, esse desgaste compromete os processos biológicos fundamentais associados ao envelhecimento.

Mas, se engana quem pensa que os amigos são os mais prováveis de serem os “incomodadores”. Somente uma pequena porcentagem das amizades foi descrita como regularmente estressante. O foco dos problemas está relacionado aos membros da família — especialmente pais e filhos — e os colegas de trabalho e de quarto.

A explicação é simples, os relacionamentos baseados em obrigação ou espaço compartilhado são mais difíceis de romper ou redefinir do que amizades difíceis.

Embora o estudo identifique uma associação clara entre a convivência estressante e o envelhecimento precoce, os pesquisadores ressaltam que não se trata de uma prova definitiva de causa e efeito, outros fatores ambientais e genéticos também podem contribuir com isso.

Ainda assim, a descoberta traz uma reflexão necessária sobre o cuidado com os nossos círculos sociais. Mais do que apenas gerenciar quem deixamos entrar em nossas vidas, o estudo serve como um lembrete ético: a importância de não nos tornarmos a “pessoa difícil” que acelera o relógio biológico de quem está ao nosso redor.

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Fonte Globo.com

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