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Política

Ministro da Justiça manda PF investigar vídeo que simula atentado contra Bolsonaro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres TOM COSTA / MJSP
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Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra um ator com faixa presidencial em motociata e, depois, morto, caído no chão

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, informou na tarde deste sábado (16) que encaminhou à Polícia Federal, para instauração de inquérito policial, as imagens que encenam o suposto assassinato de um homem com a aparência do presidente Jair Bolsonaro.

As imagens mostram o ator, que estaria interpretando o chefe do Executivo, em uma motociata. Em seguida, o vídeo apresenta o homem caído no chão com os braços abertos, sangue na roupa e uma espécie de flecha no pescoço.

“Determinei encaminhamento do caso à Polícia Federal para instauração de inquérito policial e completa apuração dos fatos”, escreveu Torres nas redes sociais.

Mais cedo, o ministro questionou a possibilidade de o vídeo ser uma “produção artística” e disse que a pasta ia avaliar as “medidas cabíveis” e “apurar eventuais responsabilidades” no caso.

“Circulam nas redes fotos e vídeos de um suposto atentado contra a vida do presidente Bolsonaro. Produção artística? Estamos estudando o caso para avaliar medidas cabíveis e apurar eventuais responsabilidades. As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, afirmou Torres.

Ministros, deputados aliados do presidente, apoiadores e até ex-aliados de Bolsonaro, como o ex-juiz Sergio Moro, criticaram o vídeo. Eles falam em discurso de ódio e incentivo a um atentado contra o chefe do Executivo.

O vice-presidente Hamilton Mourão chamou as imagens de “ato imoral à nação e ao governo”. “Repudio veemente qualquer ato que possa estimular a violência a quem quer que seja. Está circulando nas redes um ‘filme’ que demonstra o suposto assassinato do nosso presidente. Isso não é arte! Isso é um ato imoral à Nação e ao Governo Federal”, afirmou.

As imagens foram reveladas no momento em que o presidente da República tenta contornar o impacto do assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, pelo bolsonarista Jorge Guaranho.

Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores, teria gritado palavras de apoio ao presidente e depois disparou contra a vítima, que morreu no local. Guaranho foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe.

Fonte R7

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